• Equipe NeuroVox

Por que pessimistas morrem mais cedo?

Os estudos científicos são claros: pessoas pessimistas adoecem mais e vivem menos do que pessoas otimistas. Por que isso acontece? O que significa ser otimista?



A vida humana é complexa. Por um lado, sabemos que o pessimismo causa grandes males à saúde do corpo, em geral, e à saúde mental, em específico. Por outro lado, esconder emoções negativas, fingindo viver uma vida perfeita onde tudo é positivo, também traz males à saúde.


Tendo em vista que tanto o pessimismo quanto o otimismo irreal são prejudiciais, como podemos conduzir uma boa vida nos dias atuais?


É sobre isso que o Prof. Pedro Calabrez fala neste novo vídeo do Canal NeuroVox. Assista ao vídeo abaixo, ou clicando aqui. Abaixo você encontra, também, as referências e recomendações de leitura para o vídeo.



Referências e Recomendações de Leitura:


1) Viés de negatividade:

Rozin, P., & Royzman, E. B. (2001). Negativity bias, negativity dominance, and contagion.Personality and social psychology review,5(4), 296-320.


Carretié, L., Mercado, F., Tapia, M., & Hinojosa, J. A. (2001). Emotion, attention, and the ‘negativity bias’, studied through event-related potentials.International journal of psychophysiology,41(1), 75-85.


2) Vídeo completo da palestra "Protagonismo e Transformação":

https://youtu.be/FUepaoneUvs


3) Estudo mencionado sobre pessoas pessimistas viverem consideravelmente menos do que otimistas:

Lee, L. O., James, P., Zevon, E. S., Kim, E. S., Trudel-Fitzgerald, C., Spiro, A., ... & Kubzansky, L. D. (2019). Optimism is associated with exceptional longevity in 2 epidemiologic cohorts of men and women.Proceedings of the National Academy of Sciences,116(37), 18357-18362, (https://www.pnas.org/content/116/37/18357).


4) Pessimistas têm pior sistema imunológico:

Segerstrom, S. C., & Sephton, S. E. (2010). Optimistic expectancies and cell-mediated immunity: The role of positive affect.Psychological science,21(3), 448-455.


5) Carga viral de pacientes HIV-positivo é maior em pessimistas:

Moskowitz, J. T., Carrico, A. W., Cohn, M. A., Duncan, L. G., Bussolari, C., Layous, K., ... & Pietrucha, M. E. (2014). Randomized controlled trial of a positive affect intervention to reduce stress in people newly diagnosed with HIV; protocol and design for the IRISS study.


6) Pessimismo e doença cardíaca:

Pänkäläinen, M., Kerola, T., Kampman, O., Kauppi, M., & Hintikka, J. (2016). Pessimism and risk of death from coronary heart disease among middle-aged and older Finns: an eleven-year follow-up study.BMC public health,16(1), 1124.


7) Pessimismo e derrame cerebral:

Kim, E. S., Park, N., & Peterson, C. (2011). Dispositional optimism protects older adults from stroke: the Health and Retirement Study.Stroke,42(10), 2855-2859.


8) Pessimismo e stress:

Shields, G. S., Toussaint, L. L., & Slavich, G. M. (2016). Stress-related changes in personality: A longitudinal study of perceived stress and trait pessimism.Journal of research in personality,64, 61-68.


9) Otimismo e bem-estar:

Scheier, M. F., Carver, C. S., & Bridges, M. W. (2001). Optimism, pessimism, and psychological well-being.


Conversano, C., Rotondo, A., Lensi, E., Della Vista, O., Arpone, F., & Reda, M. A. (2010). Optimism and its impact on mental and physical well-being.Clinical practice and epidemiology in mental health: CP & EMH,6, 25.


10) Pessimismo, pressão arterial e humor:

Räikkönen, K., Matthews, K. A., Flory, J. D., Owens, J. F., & Gump, B. B. (1999). Effects of optimism, pessimism, and trait anxiety on ambulatory blood pressure and mood during everyday life.Journal of personality and social psychology,76(1), 104.


11) Otimismo, protagonismo, e redução de ansiedade e depressão:

Zainal, N. H., & Newman, M. G. (2019). Relation between cognitive and behavioral strategies and future change in common mental health problems across 18 years.Journal of abnormal psychology,128(4), 295.


12) Guardar suas emoções, fingindo viver uma vida perfeita, pode ser maléfico para sua saúde:

Padoa, T., Berle, D., & Roberts, L. (2018). Comparative social media use and the mental health of mothers with high levels of perfectionism.Journal of Social and Clinical Psychology,37(7), 514-535.


Este artigo contém links para diversos artigos científicos, e merece ser lido: https://time.com/5163576/ignoring-your-emotions-bad-for-your-health/


Hellmann, E. (2016). Keeping up appearances: perfectionism and perfectionistic self-presentation on social media.


Gross, J. J., & Levenson, R. W. (1997). Hiding feelings: the acute effects of inhibiting negative and positive emotion.Journal of abnormal psychology,106(1), 95.


Seger-Guttmann, T., & Medler-liraz, H. (2016). The costs of hiding and faking emotions: The case of extraverts and introverts.The Journal of psychology,150(3), 342-357.

13) Otimismo, protagonismo, e redução de ansiedade e depressão:

Zainal, N. H., & Newman, M. G. (2019). Relation between cognitive and behavioral strategies and future change in common mental health problems across 18 years.Journal of abnormal psychology,128(4), 295.

1,494 visualizações

NeuroVox News

Psicologia e Neurociências, por Pedro Calabrez

contato@neurovox.com.br

  • Facebook NeuroVox
  • Instagram NeuroVox
  • YouTube NeuroVox

© 2020 NeuroVox - Todos os direitos reservados.